domingo, 5 de agosto de 2007

ADELINA LEVOU MEU OVO

Vem alí! Adelina Shivalsier, cavalgando num cachorro, lembrança de filme antigo, castigo do filme ruim, covardia do que perdi. Lá. Lá. Vem. Adelina da Silva Shivalsier. Eu tava indo contar pra ela sobre meu sonho. O de ontem. E nem esperou-me-ei-me descer da árvore com meu pato vinho, ovos brancos caindo pinto. Lá! Adelina Cavalcanti da Silva Shivalsier! Ei, moça feia sem rumo que paizinho mandou não dar linha! Adelina da roça, do mato, do meu sonho. Venha cá!

Pai foi alí comprar o doce sem sal de veia, mas vem ver ainda se me vê, e Adelina, anja, some com teu cavalo do lado alado, ao lado do meu ovo de pato [pato = masculino de pata] - corre pra bem longe da árvore e do meu pensa-mento canino oval e malicioso. Ei, Adê, te passa sem me deixar, me deixa sem passar e vai sem ir que te quero aqui sem nada. Só tu. Adelina do meu sonho de ontem.

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